Meu Semanário, diário é comprometedor...


OUTUBRO ROSA 

 

Início de Agosto. 

Minha filha me liga.

- Mamãe, fui fazer a minha RM que o médico pediu e me ligaram agora para voltar, sem acréscimo de pagamento, para fazer um Ultra-som das minhas mamas, o que será isso? 

Minhas entranhas se retorcem imediatamente. O que será, oh, céus, é claro que será, encontraram algo suspeito, irregular, não usual. 

Vamos lá ver o que é. Faça logo o Ultra-som minha filha. E lá foi ela. 

Ultra-som pronto. Diagnóstico: Nódulo irregular na mama direita, BI-RADS 4. 

Ferrou….Como estamos no OUTUBRO ROSA, mês da conscientazação do câncer de mama, explico aos incautos….. BI-RADS 4 significa que  ferrou. Significa que TEM que se fazer uma biopsia, ou no mínimo investigar o que vem a ser este tipo de resultado. 

Fazemos a biopsia. Deu na môsca. É isso mesmo, câncer de mama. 

Vamos consultar o mastólogo… Sim temos que operar. Vamos remover as duas mamas e a seguir fazer a reconstrução. 

A boa notícia, vamos ter mamas mais bonitas e melhoradas. Ótimo!!!

Vamos ao Plástico. –Hum, ele diz, vai ficar lindo!

Fazemos a cirurgia. Nada de muito trágico, nenhum horror como imaginado  naquelas intermináveis noites sem dormir, cerrando os olhos para logo em seguida abri-los com o pensamento: -Não, isso não pode estar acontecendo com a minha filhinha! 

Realmente as mamas ficaram LINDAS! Sem reclamação de dor ou de desconforto, tirando apenas o desconforto de ser obrigada a dormir de costas. De lado nem pensar! 

Alta. Vamos morar todos juntos por um período. Crianças, marido, mãe e filha. É mais ou menos como a estória do indiano e a vaca.

Agora temos que ir ao oncologista….

Sim, apesar de o tumor ter sido pego muito no início e ser pequenino, precisa de quimioterapia para erradicar completamente as chances de uma recidiva.

Primeira visita ao Centro de Quimeterapia é traumática. Lágrimas escorrem de nossos olhos. Mas as atendentes, muito gracinhas, imediatamente nos fazem sorrir, e, melhoramos, nossos olhos parando de lacrimejar.

Marcamos as doze sessões. Primeiro dia, difícil. Uma touca será aplicada na cabeça de minha filha para tentar evitar a alopecia. Isso é algo novo, não tem nem dois anos que está sendo utilizado no Brasil.  Mas os relatos dão conta de que ele congela a cabeça, e este processo é extremamente doloroso nos primeiros cinco minutos. Muitas pessoas não aguentam. Choram de dor…. Outras pedem remédio para dormir e dormem na primeira hora do tratamento.

Ah, que medo….. não quero a minha filhinha sofrendo, mais uma noite sem dormir.

Primeiro dia: coloca-se a touca, olho para minha filhinha e….ela sorri. 

-Não é gostoso, mãe, mas é muito suportável…. Não dói. E sorri mais um pouco! Ufa, ufa…… sem palavras para explicar o que este sorriso significa para uma mãe preocupada!

Terminamos a sexta dose (sessão). Sem ocorrências, sem enjôos e sem mal-estares. Que alívio, vamos que vamos! Enfrentando um dia após o outro, com otimismo e determinação.

Vou fazer eu a minha mamografia anual. Me chamam de volta pois encontram algo suspeito.

Ah já conheço o caminho a percorrer. BI-RADS 4, suspeito. Biopsia…. 

Epa, mas a biopsia a qual me submeto é de tipo totalmente diferente daquela da qual a minha filhinha foi submetida, e eu que achei que já sabia de todo o caminho a percorrer….

Resultado: câncer de mama. Eita Outubro Rosa….

Neste exato momento, aguardo o dia em farei a minha mastectomia bi-lateral, assim como fez a minha filhinha, mas agora um pouco mais esperta, sabendo que NADA será igual no meu caminho ao caminho percorrido por ela.. 

Dedico este blog para todas as mulheres, em especial para aquelas que sabem muito bem do que escrevo. E também agradecendo a todos que se envolveram nesta nossa história, nos cercando de amor e carinho, agradecendo desde a toda equipe médica, aos enfermeiros,  pessoal da onco e todos os demais que esqueço de mencionar neste momento, pois novamente lágrimas enchem os meus olhos turvando a minha digitação.



Escrito por Catarina às 16h36
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SOBRE A FOSFOETANOLAMINA

 

Hoje preciso dar tratos à bola sobre as nossas condutas e normas que considero calcadas no passado, nas bandeiras que advogam causa própria, assim como interesses aquém de nosso simples conhecimento.

 

Lendo o texto da Veja (VEJA, 16 de março, 2016 pp.v68-9) desta semana intitulado: Populismo faz mal à Saúde, já no título não consigo de deixar de formular a seguinte pergunta: faz mal à saúde de quem mesmo???????????

 

Minhas considerações (ignorantes, claro, pois não sou formada em medicina) sobre o assunto que gostaria de  dividir aqui com quem tiver a paciência de ler.

 

A primeira é: o que significa fazer mal à saúde neste caso????? Os pacientes não estão com câncer terminal? O que a fosfoetanolamina pode causar de mais mal do que o próprio câncer? Será que o câncer não causa mal aos pacientes? É isso o que estão querendo que a gente entenda?

 

A segunda é: se algo pode minimizar o sofrimento agora, de um outro ser humano, por que terá ele que sofrer suas agruras e morrer sofrendo, quando a aprovação "científica" só ocorrerá, segundo o artigo, depois de cinco anos de estudos???

 

A terceira é: qual o problema de ter estes pacientes dispostos a ingerir a FOSFOETANOLAMINA como sendo objetos de estudo, adiantando os testes fazendo deles os voluntários? Por que não?

 

Minha opinião é que há mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia. Estes mistérios concernem os laboratórios que querem patentes e resumidamente, dinheiro e controle. Como o Dr. Chierice não concordou em ceder seus direitos e quer ele próprio ditar as suas regras (com todo direito),incitou toda uma parcela da sociedade, médica e farmacológica, contra seu "modus operandi". 

 

Entretanto, parece-me que estas pílulas são eficazes em algum grau, pois mais e mais pessoas se utilizam delas (não sei bem se com ou sem sucesso), e alegam uma maior qualidade de vida, e já falam sobre elas há mais de dois anos. Se fosse algo inócuo ou maléfico, também saberíamos, e este assunto não estaria ganhando terreno e nem a mídia como está acontecendo! Portanto, deve haver veracidade e eficácia nestas pílulas.

 

O que eu sei é que se este remédio for realmente eficaz, os laboratórios vão deixar de faturar fortunas com a quimioterapia, e que as pessoas vão ter uma vida de maior qualidade, pois convenhamos que a quimioterapia pode salvar vidas, (nem todas) mas que, o processo do tratamento é bem complicado. 

 

Não consigo entender o engessamento da ciência em relação a um assunto tão importante. E é neste aspecto que digo que as nossas normas e condutas em relação a muitas coisas de nossas vidas, atualmente necessitam de uma REFORMA urgente..... Não podemos deixar as pessoas sofrerem por causa das regras  devidamente atualizadas, quando podemos minimizar este sofrimento. Estamos no século XXI e ainda somos regidos pelas regras do passado que são desatualizadas e não coadunam com a nossa cultura ou sociedade atual. Vamos nos atualizar em todos os sentidos ou vamos sofrer mais do que deveríamos por não aceitar a atualidade.

 

 

 

 



Escrito por Catarina às 09h41
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            Ser idoso não significa apenas ter chegado vivo a uma determinada idade. Ser idoso é também uma condição social.

            Uma condição social a meu ver vem a ser o que representa o ser idoso dentro da sociedade em que vive.

         Atualmente o idoso é um ser extremamente injustiçado tanto pela sociedade quanto pela humanidade em geral. Em algumas civilizações antigas, raras, o idoso era respeitado e considerado intocável pelo seu povo. Era cultuado e adorado!

            A nossa história como todos sabemos é a seguinte, nascemos e somos cuidados pelos nossos pais. Via de regra, salvo as exceções, somos acarinhados, educados e amados por aqueles que nos trouxeram para este mundo. São supridas todas as nossas necessidades, as de ordem natural, as de ordem financeira e as de ordem emocional.

          Depois que crescemos somos nós que vamos, após os valores e a educação adquiridos em nossos lares formar o nosso novo lar. Com a educação recebida conseguimos trabalhar e firmar a nossa posição dentro da sociedade em que vivemos. Somos nós agora que movimentamos a economia e a família do nosso entorno. Montamos a nossa própria família, tendo agora a incumbência de educar e de prover para nossos filhos, assim como os nossos pais o fizeram antes, por nós.

            Não há necessidade de discorrer sobre a energia que possuímos naturalmente,  devido a nossa juventude, nesta fase de nossas vidas. Este é o período em que via de regra juntamos bens para poder dar o devido sustento a nossa família.

            Sabemos que um dia nossos filhos voarão assim como nós voarão para longe do nosso ninho. E quando esta etapa chega, poderemos aproveitar os frutos do nosso trabalho, finalmente desfrutando do mundo e da vida que construímos com tanto zelo.

            Só que a realidade não é bem assim. Uma grande de nós tem e terá problemas com estes pássaros que voam para longe do ninho, pois algumas vezes eles retornam. Outros terão problemas porque seus pássaros não voam, ou não querem voar! Enfim, ficamos a mercê destes entes que sugam tudo aquilo que amealhamos durante nossos anos de vigor!

            E depois o que acontece? O ser idoso se vê despido de todas as suas energias, economias e pior, sem a aprovação necessária desta mesma sociedade para a qual tanto contribuiu no passado para conseguir um trabalho, e se vê abandonado pelos passarinhos que de repente resolvem voar, ou para formar seus próprios ninhos ou para voar em liberdade.

            E este ser idoso transforma-se no dia para a noite em um ser sem energia, sem condições de prover a sua própria casa ou seu sustento, e pior, um ser a quem ninguém escuta, pois suas experiências de vida são "coisas de outros tempos".

            Não consegue trabalho porque dizem que ele já está velho demais para trabalhar, ninguém confia na cabeça de um idoso, pois ele esquece! Não é acarinhado, salvo as exceções, já aprendeu tudo que deveria, logo não precisa mais de conselhos, e velho não consegue aprender nada de novo mesmo, e raras vezes, é amado!

            Portanto concluo que para a nossa sociedade atual o idoso é um PÁRIA, um ser incômodo que a sociedade em geral não sabe aonde colocar. Ele dá trabalho, ele incomoda, ele exige e ele não dá nada em troca! E pior ainda, ele não consegue prover nem para o seu próprio sustento!

            Com o avanço da medicina, as pessoas vão viver mais tempo e com a saúde melhorada, os idosos serão muitos. O que faremos com e por eles?

   Acredito que devemos revisar a condição dos idosos em nossa sociedade e muito mais importante, antes de entrarmos nesta fase da vida devemos ter assegurado que poderemos nos manter com facilidade e com um trabalho nesta etapa da vida, para que não sejamos descartados, assim como nossa cultura atual faz com os nossos idosos. Não podemos nos esquecer de que nós também seremos idosos. E uma coisa que já aprendi nesta vida, e que não muda jamais é que tudo se repete. Não dá mais para dizer "comigo tudo vai ser diferente", pois não será.

 



Escrito por Catarina às 12h37
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Dizem que Ano Novo deve ser Vida Nova!

         Ontem fui a um jantar e uma grande amiga chamou-me a atenção a um detalhe que havia passado despercebido por mim e que agora quero compartilhar com vocês, mesmo que este detalhe seja para vocês óbvio e ululante.

         Eu estava com um relógio de pulso e fui ver as horas. Nada demais o meu relógio, um  SWATCH modelo 2015 vermelho, baratinho.... Porém ao me ver consultar as horas ela comentou: - "Para que as pessoas usam relógios de pulso e ainda os consultam?"

         Com uma interrogação no meu olhar a encarei perguntando o que significava aquele comentário, ao que me respondeu: -

"Para que relógios se temos os celulares que nos dão o horário preciso? Relógios atualmente devem ser usados, caso assim o deseje a pessoa, apenas como mais uma joia a ornamentar o pulso".

         Pronto.... bastou este comentário para que eu desse mais uma vez tratos a bola!

         Como mudou o nosso modo de vida nestes últimos vinte anos, e mais ainda nestes últimos cem anos! 

         Minha amiga tem toda a razão! Para que temos que colocar relógios nos pulsos se nos agarramos aos celulares em todos os minutos de nossas vidas? O celular cumpre muito melhor esta tarefa de informar as horas pois além de preciso, oferece luz própria, é idiot proof, não oferece problemas para quem não enxerga direito e tem inúmeras outras vantagens que nem preciso enumerar pois cada um de nós sabe quais são.

         Pois bem, a fritada do dia:  Como nos apegamos aos usos e costumes sem nos dar conta disso!

         Eu, pelo menos, quando quero ver as horas normalmente consulto o celular e não o relógio que está no meu pulso (aquilo que aconteceu no restaurante foi um lapso que tive que nem sei explicar). Acredito que a maioria das pessoas consultem as horas pelo celular também. Pois bem, e ainda insistimos em usar os relógios de pulso. Tem coisa mais retrô?

         Assim como ainda nos utilizamos dos relógios de pulso, sem haver a menor necessidade de portá-los, quantas outras coisas não fazemos por estarmos apegados e nem notarmos? Nem quero pensar....

         Assim está a nossa civilização também... Estamos apegados a ensinamentos, modus vivendi, leis, éticas, comportamentos, moral e atitudes que já não se enquadram em nossas vidas atuais.

         Este descompasso está gerando problemas graves no nosso convívio social, educacional e político, pois pensamos e agimos como se estivéssemos vivendo há um século, e nos utilizamos de toda a tecnologia que a atualidade nos oferece com atitudes e reflexos do passado. Isso é um tremendo descompasso.

         Como exemplo cito o casamento. Eu sou muito bem casada, há 44 anos neste ano de 2016, mesmo assim acho que a reflexão é válida. O casamento foi instituído falando sucintamente porque os pais se preocupavam com as filhas que eram analfabetas e que não tinham como sobreviver após a sua morte. Casando-as garantiam o seu sustento por toda a vida!

         Atualmente as mulheres não só podem ter formação superior, como algumas vezes ganham até muito mais do que os homens em seus trabalhos. Não precisam mais de ninguém que as mantenha. Aliás, muitas vezes são elas que mantém seus pares.

         E com esse advento, nunca houve tantos lares desfeitos como atualmente. Nas escolas a grande maioria das crianças são frutos de lares desfeitos. Filhos de pais separados eram uma vergonha há trinta anos, era tão vergonhoso ser separado que as crianças destes lares desfeitos eram até impedidos de se matricular em uma boa escola particular. Atualmente ninguém liga (é comum a própria criança comentar que vai dormir com o pai e a namorada, ou com a mãe e o namorado), e nenhuma escola bloqueia a sua matrícula.

         Então a pergunta inevitável: - para que casar????? Assim como a pergunta da minha amiga: - para que usar relógio de pulso para ver as horas????

         Nossa sociedade tornou-se redundante, supérflua. E não conseguimos, ainda, estabelecer os novos parâmetros de vida dentro dos ensinamentos, modus vivendi, leis, éticas, comportamentos, moral e atitudes que a tecnologia atual está nos oferecendo. Isso gera um descompasso tão grande que temos o produto de nossas sociedades atuais fundamentadas no medo, no terror, na agressão, na desonestidade e na falta de líderes e exemplos a seguir.

         Bom 2016 para todos nós, e que possamos superar este descompasso e avancemos em nossos modelos, que tenhamos uma nova vida, para poder novamente admirar nossos pares e para que possamos seguir os exemplos de homens admiráveis, assim como fizemos em nosso passado não tão remoto! 



Escrito por Catarina às 12h48
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'Minha liberdade cessa aonde começa a sua'

Hoje quero desopilar o meu fígado fazendo uma ponte entre dois filmes aos quais tive o privilégio de assistir nesta semana que passou. 

Os filmes, Que horas ela volta? Um senhor estagiário. E você pode perguntar o que há de comum entre estes dois filmes? E minha resposta para esta pergunta será:

Para as minhas considerações, muitas coisas ligam um filme ao outro. A começar pela atitude e a educação das pessoas demonstradas nestes dois filmes. 

Regina Casé (Val, a empregada), Camila Márdila (Jéssica, a filha da empregada) e Robert de Niro, (Ben Whittaker, o estagiário) estes os personagens principais sobre os quais quero comentar, demonstram claramente que a "MINHA LIBERDADE CESSA AONDE COMEÇA A SUA e VICE-VERSA".

Neste mundo atual em que vivemos do 'politicamente correto', acredito eu, não há mais limites para o que as pessoas fazem ou deixam de fazer por querer estar inseridas neste contexto tão mal entendido mal aplicado, além de abusado. Para sermos 'politicamente corretos' nos damos a permissão de transgredir a todas as lições de moral, educação e ética que aprendemos (ou não) de nossos pais, professores, ídolos ou mestres. 

O filme Que horas ela volta? trata da Val, uma pernambucana que é empregada doméstica e que trabalha na mesma casa durante 13 anos em São Paulo, e Jéssica, sua filha, que vem de Pernambuco para São Paulo para fazer um vestibular. 

O filme Um senhor estagiário trata de um aposentado de setenta anos (Ben), que resolve fazer um estágio em uma empresa que trabalha com moda virtual.

Val pede para sua patroa permissão para acolher a filha em seu quarto. Jéssica não gosta do quarto e se faz convidar para o quarto de hóspedes e assim como esta atitude, toma várias outras e começa a abusar da hospitalidade da patroa de sua mãe. Os 'politicamente corretos' irão irar-se com este meu comentário, mas peço que leiam minhas considerações até o fim. Não há nada de segregacionista neste meu comentário, nada preconceituoso ou elitista. Este é apenas um comentário de quem ainda acredita em moral, ética e educação. 

Ben, em contrapartida trabalha para uma chefe, Jules (Anne Hathaway) que é mais ou menos quarenta anos mais moça do que ele. Ele é o aprendiz dela neste filme, e como tal, executa diversas funções. Entre estas, também como motorista particular dela. Jules dá a maior abertura para Ben durante o filme, até na cama dela ele é convidado a se deitar, numa determinada noite (com intuito de consolo e não de sexo), e ele no dia seguinte, muito subserviente, abre a porta do carro para Jules como é o dever do motorista, empregado.  

Acredito que estes dois exemplos já delineiam o que estou querendo demonstrar. Ben é um homem educado. Val e sua filha Jéssica não tem educação.

A equação está aí. E o resultado também. 

Agora os 'politicamente corretos' dirão: Elitista. E eu direi, não!

Educação se adquire dentro de casa, e dentro de qualquer casa, da mais humilde até a mais luxuosa. Assim como a falta dela ocorre tanto na mais humilde quanto na mais luxuosa. Não é essa uma questão de classes sociais ou de posições financeiras, apenas de algo mais singelo e natural e que deveria ocorrer em uma família. Amor e educação, é o que está em falta atualmente. 

A ponte entre estes dois filmes está justamente na diversidade do comportamento das personagens envolvidas em situações similares. 

Ben, mesmo sendo muito mais experiente do que Jules, não transpõe o limite moral e ético que existe entre um patrão e empregado. Jessica, ao contrário, acredita que pode tudo o que quiser dentro da casa de pessoas estranhas que estão empregando e pagando pelo trabalho de sua mãe. Ela transgride dois limites muito bem definidos. O de hóspede (muito mal educada) na casa de estranhos, e no de filha, que não dá valor ao trabalho de sua mãe (arriscando a continuidade do emprego da mãe). Jéssica transpõe estes limites que existem tanto entre patrão e empregado quanto entre hóspedes, sejam estes amigos, parentes ou locatários. E ainda transpõe o limite do respeito por uma pessoa mais velha que trabalha para o seu sustento.

E podemos ver que a falta de educação e o ser 'reacionário' de Jessica motiva a sua mãe, Val, a também esquecer a educação, ética e a moral, transgredindo e agindo de uma maneira que ela própria acreditava estar errado, alegremente e como se fazendo justiça, chegando ao cúmulo de ROUBAR, (mesmo que roubando o presente que ela mesma havia comprado para a patroa). 

Pois então, a moral desse meu "desopilamento" vem a ser o seguinte:

Duas pessoas, uma família, uma casa, um bairro, uma Cidade, um Estado, uma Nação e o Mundo não podem ou não devem jamais esquecer a Educação, a Ética e a Moral. Pois é somente através destas que se vive de maneira correta e justa. E que não há política que possa mudar isso.....O Brasil está nesta situação porque os nossos governantes transgrediram e não respeitaram estas três palavras tão justas e certeiras. E devemos sempre ter em mente que "A minha liberdade cessa aonde começa a sua". Respeito é bom e que todos nós gostamos. Este é o 'politicamente correto'. E tudo o que é desviado destas três palavras e desta atitude e pensamento só pode dar no 'politicamente INCORRETO'.

 

 

 



Escrito por Catarina às 12h01
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ODE para o PT.

Já faz um bom tempo que não escrevo...... creio que os Tempos, os Acontecimentos, tudo muito rápido não me forneceram uma inspiração propícia. Mas agora aflorou a necessidade do desabafo!

Pensamento do dia!

Descobri (finalmente)  o que me incomoda TANTO sobre o partido do PT! (E não digam que eu descobri que a m.... fede)!

É o seguinte: Eles PODEM! Com o PT é assim.... nós pagamos por tudo; somos tarifados, multados e etc...nós sofremos restrições; não podemos andar a mais do que 50km em pistas expressas, não podemos

estacionar nossos carros em frente à nossa casa em bairros absolutamente residencias (por causa da ciclovia) e etc.... nós temos que nos adequar a mediocridade, não podemos nos destacar;  e há ainda a

'tentativa' de nos nivelar para um status de igualdade,  sendo este nível o grau mais baixo da escala social...  e quando por alguma razão, conseguimos emergir de tudo isso e contrariar esta 'ideologia', somos

chamados de 'elite' e considerados párias da sociedade! Agora os líderes do PT, estes PODEM TUDO e muito mais!!!!

É assim que funciona! Sempre foi assim.... URSS com os comunas de lá vivendo na grandeza e na riqueza, em um País tão explorado, primeiro pela aristocracia, e finalmente pelos seus 'governantes camaradas'.

Estes sempre PUDERAM TUDO! Cuba com a família Castro vivendo 'nababescamente' enquanto o seu povo tem como sonho de consumo apenas um papel higiênico mais macio! Nem preciso descrever as

barbaridades, pois acredito que meus leitores sabem disso tudo!

Pois bem, o que me incomoda sim e muito, é esta disposição do partido em aniquilar com tudo que venha a ser criativo, belo, inteligente e notório! Nós não podemos....mas, ELES sim! Eles podem enriquecer, e

jamais serão chamados de 'elite' nojenta que explora o povo, pois eles "trabalham" para o povo (ahahahhahaahahh)!

PT distorce a verdade a seu bel prazer.... como na estória da "Roupa do rei nú"! E nós  tão pasmos e incrédulos ficamos que olhamos estarrecidos e paralisados a VERDADE manipulada da foma mais vil e

desonesta possível por eles, que passa a ser uma utopia para nós! E esta é arma e o 'modus operandi' do PT! Distorcer a realidade e a verdade a seu bel prazer, fazendo com que as pessoas honestas, dignas,

trabalhadoras e caridosas fiquem totalmente imobilizadas, paralizadas até, pois não compreendem uma manipulação tão descarada e antiética da VERDADE, da JUSTIÇA, da HONESTIDADE e da LIBERDADE!

Estou indignada com tudo o que vejo e leio atualmente. Estes acontecimentos todos não passam de um pesadelo! Vou acordar em breve para um mundo melhor! Tenho fé e confiança, pois a minha Pátria, Brasil

amado, não será igual aos seus irmãos latinos. Não, nós somos brasileiros, da Terra do "SOL da LIBERDADE e de RAIOS FÚLGIDOS, QUE CONSEGUIMOS CONQUISTAR COM BRAÇO FORTE" e que acreditamos que

"EM TEU SEIO A LIBERDADE, DESAFIA em NOSSO PEITO A PRÓPRIA MORTE!" 

Portanto, o que me incomoda no PT na realidade, além de tudo que se sabe sobre o PT,( que me incomoda como incomoda a todos os brasileiros, claro) é a possibilidade de o partido e seus dirigentes por causa de

uma 'ideologia' enganadora, mentirosa e infame, tolher de nós o orgulho de sermos brasileiros, e de ser um povo livre!


 



Escrito por Catarina às 08h09
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Je SUIS CHARLIE????? Matar ou não matar?

Enquanto aguardo o meu dia começar (todos acordarem) fico sentada aqui dando tratos a bola.

Matar ou não matar, pena de morte ou absolvição? Assuntos que fervilham neste início de ano, de janeiro de 2015!

Se alguém dissesse apenas, "a morte é a punição do indivíduo que comete atos condenáveis" (condenáveis na visão geral, nos dogmas e na cultura) nos séculos anteriores à Era Moderna, (ano de 1500 para trás, mais ou menos, para localizar melhor o que penso), isso seria tão comum e cotidiano como eu tomar agora uma xícara de café.

Entretanto, depois da Revolução Industrial muita coisa mudou neste nosso mundo (Ocidental, claro).

Lutou-se muito, milhares deram seu sangue e morreram para que a vida (uma vida) humana fosse valorizada. Para que TODOS nós, independente de raça, cor, credo ou gênero fossemos respeitados.

Antes abatia-se o ser humano assim como hoje esmagamos um pernilongo que nos incomoda. Não importava quem fosse este. O pensamento de indivíduo, de SER não era valorizado.

Pois bem, hoje em pleno século XXI estamos rapidamente regredindo na mesma medida em que avançamos tecnologicamente em relação a este nosso passado histórico.

Como já mencionei em outros blogs, por incrível que pareça, com os "Direitos Humanos", o "Politicamente Correto" e etc, batendo à nossa porta, estamos tal qual os povos da Idade Média e das civilizações anteriores, aonde media-se o ser humano por seu "Status", ou "Valor" em moeda de troca. O resto, os que não possuíssem nenhum destes requisitos eram considerados nada a mais do que uma mosca incômoda.

Je SUIS CHARLIE! Por que? Porque acredito que somos todos seres pensantes e devemos ter a liberdade da escolha.

Detesto sátiras. Nunca gostei de charges e não tenho senso de humor quando se trata de magnificar os defeitos e os "cacoetes" de meus semelhantes. Pode ser que seja uma falha perceptiva, mas eu nunca consegui ver graça em sátiras.

Em todo caso, vejo a sátira como uma catarse e como arte também. Admiro as ideias e as charges que surgem tão rapidamente, assim que um acontecimento surge para mexer com a estabilidade dos seres humanos.

Consigo até achar a graça, na imaginação dos cartunistas ou dos "piadistas".

Quanto ao que houve em Paris, e que li sobre muitas pessoas dizendo que com religião não se brinca, que tem que haver respeito etc e tal.... eu digo que concordo mas, em termos.

Explico: Não se brinca, não se afronta um credo em sua casa própria. Entrar em uma Mesquita, em uma Igreja, Sinagoga ou Templo e profanar estes locais é sim FALTA de RESPEITO e também uma afronta! Chegar no Paquistão e blasfemar contra Maomé, é sim pedir para ser executado.

Da mesma maneira como na Indonésia é lei a pena de morte pelo tráfico de drogas. Quem entra lá portando drogas sabe da punição que irá receber se pego.

Portanto o livre-arbítrio funciona nos países democráticos. Faz-se o que se quer, sabendo-se das restrições a este fazer, e se o fazemos é porque aceitamos as punições que nos serão imputadas. Não adianta pedir clemência! Trato é trato, lei é lei.

Esta é a convenção pela qual a humanidade ocidental optou depois do advento da Era Moderna.

Então, eu não entendo! Os comentários que tenho lido dão conta dos mais diversos raciocínios, mas que fogem deste consenso.

Muitas pessoas dizem que não são Charlie... por que? Agora vamos querer regular também quais sátiras que se pode ou não fazer? Em um País no qual a lei não pune a sátira?

Quem não gosta, como eu, não compre e não leia. A França é um país laico, na França se pode satirizar qualquer religião, aliás que sempre foram satirizadas.... um muçulmano sentindo-se ofendido na França só pode ser um muçulmano ofendido, nada mais. Assim como os judeus foram satirizados e ofendidos inúmeras vezes no século passado e nunca retaliaram seus pares com armas, nem os cristãos, o Papa ou muitos outras crenças, políticas, assim como tantos políticos satirizados, e pelo que eu saiba jamais vingaram-se com agressões físicas a quem quer que seja. Basta ignorar. Qual o problema?

Então, com que direito estas pessoas entram em uma editora e matam jornalistas que LEGALMENTE nada fizeram contra as leis de seu país? Eu sou CHARLIE, sim! JE SUIS CHARLIE!

E depois ainda leio comentários horrorizados quanto a este brasileiro ser fuzilado na Indonésia!!! Pessoas absolutamente penalizadas com a pena imputada ao traficante! Como? Dois pesos e duas medidas?

Na realidade acredito que este momento em que vivemos falta um item aos seres humanos que escapou completamente nesta nossa evolução. O item faltante chama-se EDUCAÇÃO!

Todos nós temos acesso às informações rapidamente que nos são lançadas na mídia diariamente por diversas maneiras, entretanto, não temos os meios para DIGERIR sensatamente todas as informações recebidas. Por não termos os meios, nossa ótica fica completamente deformada, daí as opiniões tão inflamadas e contraditórias, penso eu.

Eduquemo-nos antes de emitir opiniões inflamadas a favor ou contra qualquer assunto!

E será apenas através da educação e dos estudos que poderemos estar aptos a opinar de uma maneira construtiva para com os nossos pares, nossa sociedade, nosso país e nosso mundo.

 

Pronto, desabafei.




Escrito por Catarina às 10h13
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TRADIÇÃO

Mais uma ano está para terminar. O ano de 2014.

Que rápido o mundo está mudando. Com que velocidade aceitamos os fatos e acontecimentos estranhos como se sempre fizessem parte de nossas vidas! (sim estou generalizando)

Começando pelos atos terroristas...Cortam-se cabeças ao vivo na TV e ninguém liga... (sim, alguns ainda se chocam)

Matam-se inocentes em genocídios... E como não é politicamente correto comentar ou tomar atitudes, vira-se o rosto para o outro lado e manifestam-se contra um País pequeno que luta pela sua sobrevivência num mar de tubarões, acusando a este País de genocida!!! (sim, falo de Israel)

A tradição ao contrário do que se pensa atualmente não é uma carcaça velha e inútil, ela é necessária para a continuidade da humanidade. Sem ela vamos nos transformando em bestas sem nenhuma característica de humanidade. Humanidade aqui como referida nos dicionários, que é: Reunião das características particulares à natureza humana. Benevolência; maneira bondosa de tratar alguém. Nem nos damos conta de quanto a tradição faz parte da vida. Só o ato de dar bom dia, ou de tomar café da manhã, almoçar e jantar fazem parte de nossa tradição. (sim o homem primitivo comia apenas quando tinha fome)

Respeitamos nossos pais por uma questão de tradição. Mas, o que é a tradição? Pelo dicionário entendemos que é: Costume transmitido de geração a geração. Transmissão de doutrinas, de lendas, de costumes. a palavra tradição é o laço do passado com o presente. É tradição festejar aniversários.

Portanto ao descartarmos o que viemos aprendendo desde o passado até a atualidade, nada nos resta além de nos transformamos em bestas humanas. (sim, isso já está ocorrendo) Não estou propondo aqui a nossa transformação em seres tradicionais e sem abertura para o novo, não! Isso vai contra a nossa humanidade. (sim, isso é ser fundamentalista, e sim sou contra tudo que é extremista)

Nos contos do escritor nascido na atual Ucrânia Sholem Aleichem (1859-1916), Tevue and his daughters, cujas histórias foram adaptadas para um musical chamado 'Um violinista no telhado', vemos um pobre leiteiro chamado Tevye que tem problemas com a tradição. O comportamento de todos os moradores do vilarejo russo é marcado pela tradição, e a figura materna representa a continuidade e a preservação da cultura deles. Tevye tem três filhas. A tradição seguida neste vilarejo era a de que a filha mais velha quando em idade de casar, deveria fazê-lo com a pessoa indicada pela casamenteira da vila. E assim a casamenteira fala com o açougueiro viúvo, trinta anos mais velho do que a filha do leiteiro, e sela com ele e a mãe dela o contrato de casamento.

E aí começa o problema. A filha está apaixonada pelo alfaiate, rapaz de sua idade, e não quer de maneira alguma casar-se com o velho açougueiro. A mãe dela não quer nem ouvir falar sobre o assunto. A casamenteira determinou, e o acordo será mantido! A menina desesperada recorre ao pai para que a livre desta sina cruel.

O que faz Tevye? Medita, medita e medita. Como é um homem religioso, fala com D'us. E por amor à filha dá um jeito de livrar a menina do açougueiro. E ela casa-se com o alfaiate. E a tradição foi rompida.

A segunda filha se apaixona por um rapaz que não mora na cidade. Viaja muito e quer levar a filha de Tevye embora. A menina implora pela permissão dos pais para ir com o rapaz.

O que faz Tevye? Medita, medita e medita. Como é um homem religioso, fala com D'us. E por amor à filha convence a mãe de deixar ela partir. E a tradição foi rompida, apesar do coração dos pais estar dilacerado nesta partida dolorosa para quem sabe não vê-la nunca mais.

A terceira filha apaixona-se por um soldado cujo regimento faz mal à população do vilarejo e pior, é de outra fé religiosa. O rapaz é estranho aos costumes da família de Tevye. Estranho à tradição do vilarejo.

Mesmo assim terceira filha implora ao pai que receba este rapaz na família e que abençoe a união deles.

O que faz Tevye? Medita, medita e medita. Como é um homem religioso, fala mais uma vez com D'us. E toma a sua decisão.

O progresso nos obriga de certa forma a abrir mão de certos hábitos ou adaptá-los às circunstâncias atuais. Mas mesmo assim a tradição e os costumes deverão ser mantidos para que não percamos a nossa humanidade, a nossa história. A nossa história, e nossas tradições compõe as nossas diferenças, diferenças entre uns e outros e são essas diferenças que nos movem.

Não devemos continuar tão indiferentes a tudo que acontece ao nosso redor, pois fazemos parte deste mundo. E é através da tradição que resgatamos quem somos, de onde viemos e passamos o conhecimento para os que vierem depois de nós.

Eu estou tentando fazer a minha parte (desesperadamente). E você?

Um maravilhoso 2015 com muita saúde e abundância para todos nós!



Escrito por Catarina às 20h37
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INTOLERÂNCIA II

Algum tempo atrás escrevi aqui no meu BLOG um texto sobre a intolerância. 

O texto tinha como seu ponto principal a intolerância das pessoas em relação a seus pares.   

Hoje volto a escrever. Entristecida, muito confusa e muito mais ignorante do que jamais pensei ser! 

Explico meu tormento. Fui criada em um mundo em que os critérios para a construção de homens de bem se compunham das seguintes premissas: 

1) Bondade

2) Misericórdia

3) Honestidade

4) Coragem

5) Justiça

6) Solidariedade

7) Honra

Estas sendo algumas das características que acreditava como sendo parte fundamental da formação do caráter dos seres humanos de bem!

Atualmente, neste mundo tão moderno, a cada dia que passa percebo quão distante estamos destes critérios.

1) Bondade. Em nome dos direitos humanos nos damos ao direito de criticar e de exigir mudanças radicais nas culturas que diferem daquilo que é um consenso em nossa própria Cultura

2) Misericórdia. Colocamos a nossa dor acima da dor do próximo e distribuímos a nossa benemerência de acordo com o que julgamos ser de nosso interesse, esquecendo a real necessidade do outro

3) Honestidade. Acredito que os seres humanos do século XXI tenham perdido o verdadeiro sentido desta palavra. Hoje a honestidade não passa de uma mercadoria.

4) Coragem. Atualmente nós apenas nos manifestamos em bandos. São raras as pessoas que tem a coragem de se manifestar quando dissidentes do consenso de uma maioria. Transformamos-nos em uma TURBA. E lembro ter estudado em História, que os imperadores do passado, temiam as turbas, por estas serem acéfalas e se movimentarem em massa....

5) Justiça. Aceitamos como justo tudo aquilo que nos gere benesses em qualquer segmento de nossas vidas.

6) Solidariedade. Escolhemos de acordo com nossos interesses a quem devemos ser solidários, ignorando os reais valores e conhecimentos prévios.

7) Honra. O que é isso, mesmo? Quem tem honra hoje em dia? Se não possuímos os seis itens acima, como podemos ser honrados? 

Portanto de acordo com nossos valores atuais sobre a bondade, misericórdia, honestidade, coragem, honra, solidariedade e justiça, chegamos a um momento em que eu não consigo mais entender o ser humano como algo diferente de uma BESTA HUMANA!

Escrevi e pensei muito quando redigi o blog da "INTOLERÂNCIA", entretanto, agora, não há mais o que escrever ou se pensar. Os fatos estão aqui e falam por si, não há necessidade em pensar ou deliberar sobre eles.

Neste mundo globalizado, tudo que acontece é imediatamente apreendido por todos e julgado a revelia dos itens acima, tópicos estes que aprendi e pensei serem as nossas características enquanto humanos.

Podemos concluir então que a nossa humanidade deve ter sido perdida ao longo do processo de nossa evolução.

Talvez, sendo otimista coisa que eu sou, estejamos novamente em processo de transitoriedade e galgando os passos da evolução que nos transformarão em seres diferentes daquele que já fomos durante os recentes séculos passados. Talvez estejamos evoluindo em seres com valores e pensamentos diferentes daquilo que aprendemos desde a Revolução Industrial a crer ser o pensamento e os valores aceitos até então.

Eu devo ser o fóssil. Eu e todos aqueles que ainda têm enraizado dentro de si estes valores.

Resta para mim e para todos os fósseis como eu, deitar para ser enterrados, ou tentar se atualizar e entender os novos valores que vão surgindo e enxergar que o que está surgindo é uma nova maneira ainda desconhecida e sem adjetivos de convivência entre os seres humanos.



Escrito por Catarina às 10h46
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Sunshine e as nossas RECEITAS.

Me encontro em uma fase da vida em que me vem a cabeça constantemente aquele filme com Ralph Fiennes chamado Sunshine; a razão disso explico agora, resumindo ao máximo o filme para poder explicitar o que está me assombrando no momento.

O filme trata de 4 gerações de judeus húngaros. Começa em torno dos 1800 com o patriarca da família que era dono de uma destiladora de bebidas de sucesso no interior da Hungria. Ele detinha esta RECEITA de sucesso para sua bebida.... pois bem, um dia ele explode junto com a sua destiladora, e lá se foi o negócio de sucesso da família. E o filme trata dos filhos dele que se mudam para Budapeste, e dos filhos dos filhos. Atravessa o período das I e II Guerras Mundiais, e termina em 1956. Muito bem, durante todo o filme algumas personagens, de uma geração para a outra procuram, dentro de móveis antigos que vieram com a família para a Capital, e dentro de livros e de documentos, sempre com uma pequena esperança, encontrar a RECEITA de sucesso usada no alambique do patriarca, sem obter sucesso nesta busca. A cena marcante a este respeito no filme acontece quando na última das mudanças da família, vem o caminhão coletor de lixo que leva embora um armário aonde, nós os espectadores sabemos estar a RECEITA tão buscada por gerações. E pronto, sem mais nem menos, uma RECEITA tão cobiçada e tão procurada por mais de um século, foi embora no caminhão de lixo, para ser reciclada, e transformada em alguma outra coisa.... assim como a RECEITA se vai, o rapaz que aparece no filme, o da 5a geração deste patriarca, também perde completamente a noção de sua origem, e dos acontecimentos que deram o início de sua história como pessoa e como membro daquela família. Foram-se também todas as emoções que porventura a família em conjunto tenha vivenciado ao longo dos anos assim como foram-se também todo o amor que uns sentiam pelos outros. Todas as raízes se perderam e o rapaz sai a rua no fim do filme como alguém que inicia sua vida do nada e a tradição some, anulando tudo o que foi aprendido e experimentado por familiares das gerações antes dele.

Quero deixar claro que o foco principal do filme, não é esta RECEITA, aliás ela é mencionada muito sutilmente no filme.... mas, é ela o meu foco principal aqui.

Hoje eu entendo o que é esta RECEITA, que fica incomodando muito sutilmente durante todo o tempo algumas das personagens, pois agora que eu estou desmontando o apartamento dos meus pais o passado volta ao presente com toda a força e palavras ditas e histórias contadas da nossa "saga"retornam com muita força. Estas  ficam incomodando, querendo despertar e me dizer alguma coisa. E eu, como estas determinadas personagens do filme, muito sutilmente busco a bendita RECEITA. 

Quando assisti ao filme, havia entendido que esta RECEITA era a tradição, a religião, os costumes e todo o histórico da família Sonnenshein, nome este da família se bem me lembro. Continuo acreditando e entendendo da mesma maneira hoje.

Só que hoje eu sei que a busca de algumas personagens no filme, é a mesma que a minha. Nós buscamos quem nos originou, de onde viemos, quem somos.

Razão de ser disso é que faz parte da nossa história pessoal, de quem somos, de como fomos moldados para nos tornamos o que somos. Quem não tem a história de sua família, quem não sabe a origem da sua própria mãe, de certa forma perde a sua história, perde a sua essência, perde o seu ser.

Por isso talvez os órfãos, quando descobrem que foram adotados, por mais que amem incondicionalmente a seus pais adotivos tenham esta ânsia inexplicável em querer descobrir quem são seus verdadeiros pais.

E é esta essência que tentamos transmitir aos nossos filhos, e às gerações posteriores. Infelizmente só alguns poucos de nós percebem a importância desta RECEITA, e quando não percebem, a tradição, os costumes e a história de toda a família é levada embora pelo caminhão de lixo assim como a RECEITA no filme.

E aí uma nova história será escrita pelas novas famílias que irão se constituir. Esta é a lei que rege a nossa cultura e, que faz parte de nossas vidas familiares. A família se dispersa, vão se construindo outras famílias que surgem destas, e sua origem e história vão se apagando lentamente, sendo jogados ao lixo.....

E a importância desta  RECEITA é tamanha, que se ela não existisse, aqueles que estão formando as suas novas famílias não existiriam. E infelizmente  muito depois deles, quando jogados ao lixo também pelas novas gerações, estes também serão esquecidos.

É a vida. E se não fossem os sábios que mantém os registros e arquivos e mais arquivos, e se não fossem aqueles que se dedicam a pesquisar árvores genealógicas, a pesquisar o passado, a maioria de nós não teria nenhuma história.

E neste momento a minha reflexão se faz forte sobre aquilo que a minha mãe passou para mim, sem que eu me desse conta, e que talvez eu tenha conseguido passar para os meus filhos, e espero que estes passem para os filhos deles!

O pensamento de que não devemos nunca esquecer de onde viemos é muito forte no sentido em que minhas origens formaram o que sou hoje e explicam quem sou, e que conhecendo-as  bem, posso me conhecer melhor e com isso tornar-me uma pessoa melhor.

Assim como cada família possui a sua própria RECEITA, assim a nossa história humana também as tem. É a história da Humanidade. Enfim, estas RECEITAS nada mais são do que os registros dos que estiveram aqui antes de nós.

 Por isso acredito que estas RECEITAS devem ser encontradas e preservadas, e que não devam ir para o caminhão de lixo, assim como o passado de meus pais não deve ser levado pelo caminhão de lixo para serem reciclados e transformados em outras coisas, pois se isso acontecer, eu deixarei de existir também........

 

 

 

 s



Escrito por Catarina às 14h49
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A Intolerância



O assunto que me intriga e o da intolerância dos seres humanos,de uns para os outros. Neste caso especifico intolerância com as ideias de Hannah Arendt. Explico: não sou uma grande conhecedora nem do ser humano e nem de sua alma, mas nesta minha vida, vivida ha mais de meio século, posso afirmar que aprendi algumas coisas, e neste aprendizado posso afirmar com certeza que nós os seres humanos somos totalmente INTOLERANTES uns com os outros, razão pela qual a humanidade não consegue evoluir e passar deste estagio cruel e malicioso para o patamar que tanto almeja desde os tempos bíblicos. Nós nos empossamos de nossa bagagem de conhecimento e cultura e baseados nestes pressupostos, saímos por ai a criticar e a julgar as atitudes dos nossos semelhantes.


Hannah Arendt foi criticada por ter publicado sua opinião em uma revista de grande circulação e prestigio, chamada The New Yorker. Devo dizer que tanto na época em que a revista publicou seu artigo quanto agora com esse filme, ela foi criticada pela própria comunidade a que pertence, a judaica.  A Comunidade Judaica neste caso, e seus detratores são todos os judeus que se sentiram ofendidos e atraiçoados pelo corajoso retrato de uma época, e por tentar entender ela própria  os fatos que propiciaram o massacre dos 6 milhões de judeus e mais um par de milhões de nao judeus durante a Segunda Guerra Mundial.


Hannah Arednt estudou muito, estudou os filósofos de seu tempo e os filósofos que contribuíram muito para a evolução do pensamento humano. Seu artigo e depois seu livro trata o julgamento (ao qual foi pessoalmente assistir) de Eichmann em Jerusalém.


Pois bem, foi Arendt quem cunhou a expressão "a banalização do mal", e a razão por trás disso esta justamente neste julgamento. E algo que deveria ser tomado como uma visão critica sobre como SERES HUMANOS se comportam e tentando explicar as razões que nos levam a tomar determinadas atitudes, ela foi execrada e condenada justamente por pertencer ao determinado grupo étnico e também por ser do gênero, feminino.


Em outras palavras, ela apenas analisou de seu ponto de vista, mediante a sua bagagem de conhecimento, cultura e vida, os fatos apresentados durante o julgamento. Se foram contra os sentimentos de seus pares, isso não invalida a sua analise, nem deve interferir com a liberdade e autoridade que ela tenha para expor um estudo mesmo que seja contrário ao da opinião geral.....

Isso eu chamo de intolerância e de preconceito. Alias preconceito puro, preconceito este do qual a mesma comunidade tem se queixado ser alvo, durante seculos.


Antes de sermos um grupo étnico, um grupo de fé, um povo, uma Nação, somos todos seres humanos, e como tal, cada grupo étnico, cada Nação, cada povo tem sua historia, suas dores e seus problemas..... Quando alguém descreve e tenta explicar um fato, normalmente transmite através de suas palavras o caminho de seu pensamento. Foi o que Arendt fez.

Para chegar as conclusões a que ela chegou, baseou-se em seus estudos e em suas questões particulares. Não foi um artigo (depois transformado em livro) escrito levianamente e muito menos no calor do momento. Foi muito pensado. E este pensamento transformado em palavras adiciona ao arquivo da humanidade mais uma teoria sobre as razões que levam a humanidade a tomar determinadas atitudes em relação aos seus pares....



Agora, que cada um entende como quiser as palavras um do outro, é fato. Ate hoje tentamos entender Platão, Aristóteles e muitos outros. Lemos os originais na vernácula, para evitar mal entendidos nas traduções..... e mesmo assim, cada um interpreta de uma forma diferente do outro aquilo que leu...


Eu neste caso particular, entendo o que Hana Harendt disse como sendo o seguinte:
Quando comparam Eichmann a Mephisto (o diabo) ela fica indignada (no filme) e diz que Eichmann nao era nada de diabo. Com isso ela esta se recusando em dar um "trono" a Eichmann. Recusando a deixar ele como uma figura magna, pois ele para ela, é pequeno e insignificante. Não insignificante nas atrocidades que cometeu, mas sim insignificante como homem, não foi um grande homem, mesmo tendo feito MUITO mal a muitos. Ela se recusa a edifica-lo ao posto do rei dos males. Tem sentido pois imagina se alguém tão medíocre (como ela concluiu após ver os interrogatórios e estudar as compilações das testemunhas) e quase comparado a uma besta humana poderia ser alcunhado de TOP em algo, mesmo sendo o TOP do mal? O que e isso? Concordo com Arendt em gênero e numero e grau. Eichmann não era nenhum Mephisto! Nem inteligência para tal ele tinha! Era uma besta humana, apenas isso, e medíocre...

Quando ela fala das pessoas que foram sacrificadas durante o holocausto, ela esta falando de seu povo, de seu meio, dos seus. Eu posso falar de minha família tranquilamente, qualquer coisa, pois quando me refiro a minha família, estou em casa. Os outros não podem falar deles, só eu, claro. Pois bem, ela se sentia em casa falando dos judeus, pois sempre se considerou como tal, alias até presa foi como tantos, por ser judia. Foi inteligente e conseguiu escapar, sorte dela, melhor destino o dela do que o de seus conterrâneos que não conseguiram fugir.

Portanto quando ela escreve algo, ela escreve sobre os seus, ela não e uma pessoa de fora. Mas não foi vista assim, foi vista como se fosse uma pessoa antissemita! Ahahahahahahahahaha Como pode um judeu, um judeu assumido ser considerado antissemita! Talvez possa sim, ser antissemita, excepcionalmente se for muito ignorante, mas Hana Arendt pode ser tudo menos ser chamada de ignorante!


Quanto a culpar os líderes das comunidades judias do período. Não vi nada de tão absurdo no que ela disse. Minha tia nos contou certa vez que antes das leis anti-judeus começar a ser imposta na Hungria por Horty, o então líder da Hungria, ele convocou o chefe da Comunidade Judaica da Hungria para uma reunião, e avisou das medidas que seriam tomadas contra os judeus na Hungria. O chefe da comunidade judaica húngaro, com toda certeza, sabia já em 1941 o que iria acontecer nos anos seguintes, tanto na Hungria em relação as sanções impostas contra os judeus húngaros quanto ao que estava acontecendo na Europa inteira. Se fez algo em beneficio da população judia na Hungria, ou se reuniu-se com os outros lideres das outras comunidades judaicas da Europa, os judeus húngaros não tem conhecimento. Isso diz algo em favor de Hannah ou não? E essa reunião foi feita com Horty, aliado dos alemães, antes da Alemanha invadir a Hungria em 1944.

Por tudo isso, digo que e muito fácil atacar o próximo quando ele não fala diretamente à nossa alma, não concorda diretamente com aquilo em que acreditamos e aquilo que seja mais fácil de aceitar. Pois as razoes de Arendt falar e escrever o que escreve e diz, nos obriga a pensar e a questionar, e não importa o grau de conhecimento que tenhamos, ser obrigado a pensar e pensar diferente do que acreditamos que seja pertinente, nos enfurece. Dá trabalho, nos faz ter que mudar de ideia em diversos conceitos já formulamos anteriormente ..... Não é fácil...... Não é confortável....

Mas eu digo que é necessário. Devemos pensar, repensar, reformular durante todo o período em que pensamos.... Isso é viver, isso é pensar, isso faz parte do engrandecimento da nossa alma, do nosso espírito. Isso é evoluir.


"Pensar, querer e julgar são três atividades básicas do espírito, e não são derivadas umas das outras e nem podem ser reduzidas a um denominador comum, mesmo tendo características comuns umas as outras" diz Hana Arendt, no seu livro, A vida do Espírito.


Acredito que estamos neste mundo para evoluir, e para melhorar como seres humanos, e não para regredir e sermos transformados em bestas humanas, como era Eichmann. Este sim foi o protótipo de uma besta humana, medíocre e ignorante. Cumpriu com seu dever de cidadão alemão exemplar! Cumpriu as ordens de seu exercito, sem pensar, ou se pensou, fez o mal propositalmente, algo que não importa agora, neste contexto discutido.  

Mas se pensarmos com a razão apenas, como culpá-lo? Quando um soldado vai para o exercito, não aprende que TEM que seguir ordens? Se não o faz é considerado traidor e executado. Não estou defendo Eichmann.... Estou condenando sim a nossa conduta como um todo, os códigos de honra e de guerra e etc....Por outro lado, se os nazistas tivessem ganho a guerra ele seria considerado um HEROI e condecorado com todos os méritos que lhe coubessem por ter executado a risca  e com perfeição todas as ordens recebidas! Então? Como podemos julgar justamente? São as circunstancias que fazem os acontecimentos tomarem um ou outro rumo. Na visão do que sucedeu a Segunda Guerra Mundial, com os nazistas derrotados, Eichmann tornou-se um executor de milhares de vidas...ele foi um executor com ou sem a vitoria dos nazistas, sim, isso é fato e condenável por si só, mas ele era um carrasco. Carrascos existiram e existem até os dias de hoje. Quem é a favor da pena de morte, considera que o carrasco esteja cumprindo com seu dever. Eliminar o réu de acordo com as leis de seu  Pais, Estado ou cidade é muito natural e alguém precisa fazer o trabalho... mas ele e considerado como genérico, alguém que faz o trabalho determinado pela lei e pelas normas vigentes. Quem é contra a pena de morte hoje em dia, vai culpar o carrasco e condena-lo por injetar o gás letal ou a injeção no réu condenado a morte?


Tenho convicção, uma certeza inabalável de que se nós pesarmos os pros e os contras, veremos que as dúvidas de Hannah antes de sentar para escrever foi absolutamente piedosa e humana. Ela queria condenar o homem, tanto que suas primeiras palavras ao vê-lo foram de assombro total, " mas ele não é um monstro", e é isso mesmo, ele não tinha aspecto de monstro, mas sim o de um ser humano, com defeitos e quem sabe, para os seus, com qualidades também.

E como ela mesma disse, como prisioneiro de guerra, como a parte derrotada de uma ideologia, segundo a ideologia vigente, sim ele é CULPADO, e merece ser enforcado por isso. Merece também ser enforcado eticamente por não ter pensado, e nem pesado o malefício de suas atitudes contra a humanidade, agindo como um assassino de massas humanas... Isso uma verdade em qualquer hipótese.


Agora, culpar e condenar Hannah Arendt pela simples razão de ser ela um ser que pensa e questiona? Todos os seres humanos que condenam seus pares por pensar e questionar devem ser colocados no mesmo patamar de Eichmann pois acredito que sigam, não às ordens explicitas de um exercito, mas seguem preceitos sem questionar, preceitos de seu grupo, de suas crenças e de educação, sem se dar uma oportunidade de pensar e abrir a alma e o espírito. Estou falando de Arendt (alias sempre dela, e de mais ninguém) neste caso.


E falando dela ainda, foi execrada também por ter dito: "Não amo a povo nenhum, e a nenhuma coletividade, amo apenas aos meus amigos". E quem pode dizer que ama um povo, uma coletividade, ou um grupo que desconhece? Como podemos amar pessoas que não conhecemos? Podemos ter simpatia, admiração, podemos ser solidários, podemos ser misericordiosos com grupos, povos, ideologias, maneiras de pensar, maneiras de ser, solidários contra os maus tratos aos animais e etc....mas amar, isso na realidade não é possível! Ela foi honesta e direta, sincera e verdadeira em sua declaração, e nada disse que não fosse o que todos pensamos na realidade. Entendi a confusão dela ao ver o homem. Entendi o que ela queria dizer com as palavras "como julgar um homem por executar uma atitude que era um consenso de uma Nação inteira em guerra contra o mundo"? Agora a palavra entender nunca foi e nunca será um sinônimo de CONCORDAR. Não concordo com as atitudes tomadas contra os judeus antes e durante a Segunda Guerra Mundial assim como não concordo com o que falaram de Hannah Arendt, e acredito que foi isso que Hannah Arendt queria dizer. Mesmo entendendo as razões que levam aos atos, não necessariamente concordamos ou as aceitamos. Entretanto a analise e a discussão sobre fatos sempre pode e devem ser feitos, por que não?

 


E é isso ai. Se quiserem me execrar como fizeram com Hannah Arendt, me sentirei muito honrada e orgulhosa! Se me ignorarem, pelo menos terei feito o que minha necessidade espiritual me obrigou, exorcizei o que estava me sufocando e me aliviado ao ter feito isso! Pronto falei. :-)







Escrito por Catarina às 12h58
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Bom dia!

Tenho algumas considerações a fazer e gostaria de dividir com quem gosta de ler...

Vi muita gente durante as manifestações em tom de escárnio referirem-se aos jovens de boa família, universitários como se fossem pessoas sem valor,sem consciência,sem cultura ou inteligência! Mas por que o "riquinho" tem este estereótipo? Há jovens de todas as espécies, tanto entre as camadas privilegiadas quanto entre as camadas menos privilegiadas, como ocorre com TODOS os seres humanos.... então por que se rotula os jovens mais abastados desta forma pejorativa? Fica a pergunta...

Fui educada como uma "patricinha", sempre viajei e tive do bom e do melhor! Mas sabem de uma coisa? A minha família LUTOU muito para me dar essa vida!

Meu pai vinha do interior de uma vilazinha no meio do nada na Hungria. Foi para a Capital, Budapeste sem eira nem beira para estudar, trabalhando para poder viver. Teve ajuda nos estudos (é verdade)mas em troca de trabalhos voluntários. Formou-se numa época extremamente perigosa para as pessoas como ele (judeu). Lutou muito durante a guerra para salvar inúmeras vidas, assim como para se manter vivo. Depois, como se sabe, e isso é HISTÓRIA, os aliados entraram na Europa e os (tão ofendidos pelos brasileiros esquerdistas) americanos deixaram os países que ocuparam, durante a transição para seus prórpios governos; e os (tão amados dos esquerdistas) russos não saiam nunca dos países ocupados! Um pouco de História Oral e História Real nunca é demais..... Bem levou 3 anos (a Guerra terminou em 1945) para que a União Soviética na cara de pau declarasse os países do Leste Europeu como agregados a sua União. Nesta altura meu pai como engenheiro já havia parcialmente feito uma vida cômoda para a sua família. Em 1948 um amigo do Governo Húngaro adverte meu pai de que sua companhia sera encampada e nacionalizada e ele preso como capitalista! Meu pai pega a sua família naquele instante e foge. FOGE da Hungria pelas montanhas Austro-Húngaras! Sem eira nem beira! 

Enfim, vem parar nesta terra maravilhosa que é o Brasil, aos 29 anos, sem nem falar o português.... aliás falando apenas o húngaro e o alemão (a segunda língua da Hungria), que aqui não era de grande valia, hahahahahahahaha. E meu pai (re) construiu aqui uma vida RICA e linda, para ele e para nós seus filhos! Razão pela qual eu fui uma menina RICA e não me envergonho disso! Ao contrário do que os "esquerdistas" querem que sintamos, me orgulho da origem de meu pai e do que construiu! Aliás desnecessário mencionar, mas digo assim mesmo, minha família sempre contribuiu com os necessitados, e de diversas formas distintas.

Muito bem, o que quero dizer? Quero dizer que quando há uma vontade há um meio. Tudo se pode quando o REGIME POLÍTICO é o de Liberdade e não o totalismo e nem um regime hipócrita, que ACABA com os que estão bem e pega o que se tem para si! Temos os exemplos enfiados GOELA abaixo do que estou falando! O enriquecimento ABSURDO dos nossos governantes em tão pouco tempo já fala por si também, não?

Quer dizer, tira-se dos RICOS, que são TIRANOS, MAUS, Pró-Americanos, etc.... e toma-se para si próprio com enriquecimento ilícito! Dá-se uma Bolsa Família para os miseráveis (que aliás sempre existiram, desde os templos bíblicos) e dá-se para, claro a família dos assassinos, daqueles todos infelizes mortos e que sustentavam a sua própria família, e pronto, assim está resolvida a questão da igualdade! Deixa-se toda a camada da população a um Deus dará.... sem EDUCAÇÃO, sem a SAÚDE, sem JUSTIÇA, sem SEGURANÇA e que se implodam, pois são RICOS! Agora pergunto? Ricos por que? Porque trabalham, porque paga-se impostos.... e pergunto, sem nós, como dar a BOLSA FAMÍLIA e etc? Como colocar tanto dinheiro nos bolsos como o fazem nossos governantes? 

Será que ninguém percebe (os de esquerda) que os EUA são um exemplo? Sim lá há corruptos, assassinos, pobres miseráveis, ricos e etc. Poxa, mas isso é ser ser HUMANO! Não há perfeição! Óbvio não? Mas, lá a coisa funciona, bem ou mal, e funciona tanto que quando lá as coisas vão mal, o mundo inteiro se ressente! E quem somos nós para "sequer achar" que somos melhores do que eles? E apoiando uma política que demonstrou (para quem quer um pouquinho de história pode pesquisar), ser totalmente falida IDEOLÓGICAMENTE? Cade a União Soviética e o seu COMUNISMO? No que deu? Por que caiu o Muro de Berlim? Que coisa mais antiquada. E Cuba? Cuba é um governo absolutamente TOTALITÁRIO,a tão temida, nossa DITADURA!!!! Ditadura na cara dura.... e assim vai por aí afora. Ninguém fala disso? Por que?

Isso tudo que escrevi agora, não leio nunca em lugar algum. Posso estar REDONDAMENTE enganada (não sou política, apenas historiadora), mas estou super aberta para ser esclarecida se for o caso! Gostaria de ouvir de alguém de esquerda algum argumento que me convença de que o que está acontecendo com os nossos manifestantes (este Acorda Brasil, O Gigante Acordou e etc) é algo que prejudica o povo brasileiro, e que, o que NÓS OS MANIFESTANTES estamos pleiteando seja ruim e prejudicial ao povo brasileiro! Pleiteamos, EDUCAÇÃO,SAÚDE,JUSTIÇA,SEGURANÇA e LIBERDADE. Provem que isso não é bom para o POVO BRASILEIRO! Ricos ou pobres, heheheheeh

I




Escrito por Catarina às 12h09
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Bom dia!

Hoje eu preciso escrever! Este atentado de Boston me fez pensar um monte! :-) Pois é, eu penso!

Então, os pensamentos:

Dois meninos, munidos de bomba caseira. Bem, não é realmente um atentado TERRORISTA mega como foi o 11/9. Nem como foi aquele anterior em NY, ou qualquer atentado organizado pelos Al .... e etc... este atentado me parece mais coisa regional, de revoltados e mentecaptos. Enfim, não sou eu quem vai decidir o que foi, ou o que é, e quem foi. Os americanos tem o seu serviço de inteligência para resolver estas questões.

O que me motivou para escrever foram duas razões. Uma a ansiedade para que não se cometam injustiças em nome da eficiência. A outra a de que a justiça seja feita eficientemente. Acredito que no mundo em que vivemos atualmente este é o grande desafio em se fazer justiça. E acredito que cada vez mais, esta será a divisória entre o que se chama de "Do Bem e Do Mal".

Mas não vou me alongar, abaixo copiei dois comentários que li sobre o massacre da maratona em Boston na Folha e que ilustram perfeitamente o que está me perturbando:

Marcos1969SC

CP

5 horas atrás

Oh, os paladinos da Justiça de novo em ação, prontos para livrar a todos nós dos males do planeta... Com todo respeito às vítimas, mas que circo... Que movimentação militar mais exagerada, cinematográfica... Parecia até que Boston estava sob ataque nuclear... E pouco importa se existam provas concretas ou não a respeito dos suspeitos, mas é preciso eleger culpados e puní-los com agilidade, rapidez... E exemplarmente... Bem que Cazuza já cantava: "Faz parte do meu show, faz parte do meu show..."

Pois bem, um raiocínio lógico neste comentário. Sempre "temos" que culpar alguém e etc...e a movimentação militar EFICIENTE (jamais negaria), foi cinematográfica :-) 

  1. Avatar de maggah

    maggah

    4 horas atrás

    hã hã .... mas lá o "circo" funciona. Enquanto aqui o "circo" é tão mambembe quanto a justiça. E quer circo maior do que as "forças armadas do país" se mobilizarem em uma única cidade apenas para invadir uma favela (que cresceu justamente pela incompetência do governo)? Veja bem: eu disse as FORÇAS ARMADAS DO PAÍS (marinha, exército e aeronáutica) e não a polícia de inteligência como lá. A diferença entre lá e cá é que lá existe um "patriotismo" que aqui já se perdeu há pelo menos 10 anos. Quisera eu que a nossa polícia e, principalmente, a nossa justiça fosse merecedora de aplausos e que, como eles, pudéssemos sair às ruas para comemorar a eficiência daqueles que são treinados para nos defender e dar segurança. Quisera eu, hoje, ter o orgulho que eles tem da sua pátria. Parabéns aos "paladinos da justiça". Ao menos fizeram o que todos esperavam deles.

    SIM! Lá o "circo" funciona, exagerado ou não, cinematográfico ou não! 

    E nós temos "dor de cotovelo" com certeza! :-) Recalque é pouco para definir... :-) Somos recalcados quando falamos mal da eficiência americana! E tem mais, quem somos NÓS (brasileiros) para criticar os americanos? Como diz meu pai "a casca do ovo de cada um de nós ainda está pendurada em nossas bundas". Não sei quem é maggah, mas PARABÉNS para ela (ele)! Com justiça ou com injustiça americana, não é a questão neste momento, pelo menos ELES fazem o povo se sentir, PROTEGIDO, SEGURO, QUERIDO, e mais importante do que tudo RESPEITADO como ser humano e indivíduo... palavras que aqui nem se sabe ainda como soletrar! 

    Bem creio que me fiz entender, espero! Espero que os dois a quem copiei me perdoem, e espero que não seja antietico o que eu fiz (o de os copiar aqui).

    The Land of the Free and the Home of the Brave! God Save America! :-)

     




Escrito por Catarina às 07h47
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Estou impressionada! MUITO impressionada.

Falei com o meu marido e ele nem se deu ao trabalho de dar um muxoxo, nem de indiferença, ao contrário e quando o confrontei me disse:

- Não me atinge em nada, não ganho nada com isso e muito menos me impressiona!

Pois bem, então concluo que ou ele ou eu estamos MUITO mal posicionados como seres humanos neste planeta, e nossas visões diametralmente opostas demonstram o quanto um ser humano é diferente do outro apesar de sabermos que somos muito parecidos!

Explico o assunto do momento, este que tanto me impressionou hoje!

A RENÚNCIA DO PAPA!

Pois bem, a renúncia dele não me atingiu diretamente, entretanto indiretamente, NOSSA e COMO!

Tenho um livro que foi editado em 1973, notem bem a data que estou mencionando, 1973!!! Aliás eu comprei este livro em 1973. Pois bem o livro chama-se "As profecias de Nostradamus" editado pela Nova Fronteira, do título original em Inglês, The Prophecies of Nostradamus, de Erika Cheetham, 1973.

Então, eu às vezes gosto de voltar a leitura do mesmo pois é muito interessante ler os fatos depois de ocorridos, aonde a própria autora nos diz em 1973 que não encontrou nenhum fato na História ao qual determinada quadra de Nostradamus possa se encaixar. Isso para mim é impressionante, pois eu hoje em 2013 posso detectar os acontecimentos que em 1973 não podiam ser interpretados ainda. Dá para entender a minha fascinação? Ainda não? Então vou me aprofundar um pouco mais...

Como o ocorrido, por exemplo na página 53, quadra 70; escrevo as palavras de Nostradumus, depois a tradução do que ele escreveu e a interpretação dada a esta quadra:

Plui, faim, guerre en Perse non cessé; La foi trop grand trahira le monarque; Par la f... en Gaule commencee, Secret augure pour à un estre parque.

Chuva, fome e guerra não cessarão na Pérsia; uma fé muito grande trairá o monarca. Aquelas ações começadas na França acabarão lá; um augúrio secreto para alguém ser poupado.

Pois bem, o que diz a Erika sobre isso? Vejamos: -"A França e a Pérsia estiveram em guerra, sendo a França aliada da Turquia em diversas ocasiões. É difcíl precisarmos algum incidente."

Muito bem, o que eu quero provar com isso? TUDO! E a lógica aonde fica????

 A França e a Pérsia estiveram em guerra, notem que Cheetham chama o atual Irã de Persia. E ela está certa. Em 1973 o Irã ainda era chamado de Pérsia, e quem governava lá era o Xá Reza Pahlevi (vide ARGO nos cinemas, e candidato a Oscar). 

É dificíl precisarmos algum incidente. Claro que em 1973 Cheetham não poderia precisar nenhum incidente, o Xá Muhammad Reza Pahlevi, monarca autocrata foi deposto pelo Ayatolá Ruholla Khomeini que transfomou a Pérsia no Irã e em uma República Islâmica em 1979.

Vejamos a quadra novamente com este fato ocorrido em 1979;

Chuva, fome e guerra não cessarão na Pérsia (não há necessidade de comentar a pobreza que que havia por lá naquele período); uma  (que fé muito grande pode ser essa? Claro que estamos falando dos Muçulmanos) muito grande trairá o monarca. Aquelas ações começadas na França (Khomeini para quem não sabe, esteve EXILADO na França por muitos anos, e voltou para o Irã saindo da França) acabarão lá; um augúrio secreto para alguém ser poupado.(Como Nostradamus mesmo diz, augúrio secreto, tadinha de mim.... não tenho a mínima idéia ao que se refere pois é muito secreto....).

Bem assim como esta quadra acima, há outras tantas que eu vi ao longo destes anos, mas, a do momento que quero deixar regsitrada aqui é a seguinte página 86, quadra 41:

La grand estoille par sept jours brulera, Nueé fera deux soleils apparoir: Le gros mastin fera toute nuit hurlera, Quand grand pontife changera de terroir.

A grande estrela brilhará por sete dias, e a nuvem fará o sol parecer duplo; o grande mastim uivará durante a noite, quando o grande pontífice mudará de residência;

Erika interpreta esta quadra assim: "Diversos papas já mudaram de residência no passado. Pio VI morreu em Valence e Pio VII foi prisioneiro de Napoleão antes de voltar para Roma. Entretanto, a referência uma grande estrela e dois sóis, sendo uma estrela provavelmente um cometa, data esta quadra para acontecimentos de 1986, quando reaparecerá o cometa Halley, e quando o próximo papa, como predisse Malaquias, pode estar no Vaticano e cujo mote é laboris solis, o trabalho do sol. Seria esta quadra uma descrição da bomba atômica , que tem sido chamada de um "segundo sol" desde 1947? Todas essas interpretações se encaixam no que Nostradamus visualiza como terceira guerra mundial, pelo fim deste século. O papa de então poderá ser obrigado a deixar o Vaticano, ou até mesmo a Europa. Talvez sete dias na linguagem de Nostradamus sejam realmente sete anos, o que nos traz a 1993, uma data bem mais próxima da de outras profecias. Veja as Centurias II, 46 e 62; VIII. 59 e 77; X. 49,72,74 e 75.

Vejamos a quadra novamente com o olhar dos acontecimentos desta semana que se passou, 11 de fevereiro até ontem 16 de fevereiro....

Entretanto, a referência uma grande estrela e dois sóis, sendo uma estrela provavelmente um cometa, tivemos um cometa e um asteroide passando pela Terra nesta semana, aliás causando assombro na Rússia, não? E, O papa de então poderá ser obrigado a deixar o Vaticano, (que medo) se isso não causa assombro em quem esta lendo, e dá apenas indiferença, posso dizer: -ACUDAM, parem a Terra que eu quero descer! heheheheheheh

Bom, mas continuando.... Talvez sete dias na linguagem de Nostradamus sejam realmente sete anos, e pergunto eu, alguém sabe quanto tempo esteve no Vaticano, o Pontífice Papa Bento XVI reinando como papa mesmo?????? Uau.......sete anos, e 10 meses meses, pois foi eleito em 19 de abril de 2005, e agora? Vamos exigir tamanha precisão de Nostradamus???

O que estou dizendo com isso é que estes são fatos mesmo! Pois além das profecias de Nostradamus, que podem ser desacreditadas devido a interpretações, e etc.... a interpretação de Erika Cheetham, publicada em 1973 está em minhas mãos. O livro foi escrito, publicado e vendido. E agora? Como se explica. Estes são os fatos que reporto aqui, e não apenas interpretações e/ou ficção. FATOS!

Pois bem, mais uma vez desopilei! Eu posso dizer que estou muito assombrada!

E cito aqui o já conhecido: "Há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que sonha a nossa vã filosofia"- Shakespeare. Ou o mais popular: "Não creio em bruxas, mas que existem, existem!" :-)




 

 

 

 



Escrito por Catarina às 09h48
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         CADELA, a palavra...?????????????

         Relembrando a novela Avenida Brasil de ontem, dia 9/10/12, a cena catártica entre a Carminha e a sogra, Murici, me deixou com uma vontade danada de botar tratos a bola!

         Portanto eis a fritada do dia!!!

         Todos (homens e mulheres) quando querem ofender a mulher, qualquer mulher, quando não a chamam por um adjetivo pior, referem-se a mulher fácil, como cadela.

         Pois bem, o dicionário nos diz que cadela é um substantivo feminino e seu significado é o de ser a fêmea do cão. Depois no segundo significado, o pejorativo o dicionário diz que se refere a uma mulher pouco digna, de baixa condição social ou e comportamento ou hábitos sociais reprováveis. Ainda também, uma mulher vulgar, desavergonhada, prostituta!

         Que pena sinto das cadelas! Que pena sinto de nós mulheres! E o pensamento que insistiu em surgir hoje foi como a etimologia de uma palavra mexe com a cultura, com o pensamento, e com a paz dos homens e deste nosso mundo!

         Para a cadela, ser como é, faz parte de sua natureza, é absolutamente normal, se cremos no Ser Superior, podemos dizer que foi Ele quem a fez assim, que Ele assim o quis...portanto, é natural, é bom, é certo, e é dentro dos usos e costumes do reino animal, canino!

         Entretanto em nossa cultura, a fêmea que se comporta tal qual uma cadela, não age de acordo com o que foi estabelecido por nós, como bom e correto para a nossa sociedade. A nossa cultura não aceita tal comportamento.

         Até ai, tudo bem, o comportamento natural da cadela e o comportamento estabelecido pela sociedade da mulher são totalmente diferenciados. A pergunta que não quer calar, por que devem ser chamadas de cadelas as mulheres?

         Não faço uma defesa as cadelas, mas sim ao uso da etimologia das palavras, pois acredito que é justamente o mal uso delas que leva as pessoas a se desentenderem.

         Fiz uma analogia, que serve para qualquer outra palavra. Uma pessoa poderá falar da cadela, pensando naturalmente em seus usos e costumes, nada achando de errado ou ofensivo no que está a dizer, enquanto que a outra levará esta palavra para a sua outra significância, com isso gerando os grandes conflitos que podem existir entre duas pessoas, culturas, religiões, pensamentos,  nações e etc...

         A palavra, pois, 'é', e é por isso que dizem... 'fulano tem o dom da palavra'.



Escrito por Catarina às 15h36
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